Os advogados nunca devem fazer uma pergunta a uma avó se não estiverem preparados para a resposta. Durante um julgamento em uma pequena cidade, o advogado acusador chamou a sua primeira testemunha, uma mulher idosa, para a questionar. O advogado aproxima-se e, para verificar o seu estado mental, ele pergunta à idosa: “Dona Antónia, a senhora sabe quem eu sou?”. Ela, com a calma que os anos lhe deram, respondeu: “Sim, Dr. Vargas. Eu conheço-o desde criança e francamente, digo-lhe que o senhor acabou por ser uma grande deceção para os seus pais. O senhor está sempre a mentir, acha que sabe tudo, é arrogante, abusivo, trai a sua esposa e, pior que tudo isso, manipula as pessoas. Sim senhor, eu conheço-o muito bem…”. Um silêncio absoluto invadiu a sala de audiências. O advogado ficou perplexo sem saber exatamente o que fazer. Reagindo depois de um momento, ele apontou para a sala e perguntou à mesma idosa: “E a senhora conhece o advogado de defesa?”. A velha senhora respondeu de imediato: “Claro que conheço! É o Dr. Carvalho! A mãe dele, que ficou viúva recentemente, também não se orgulha nada dele. Aliás, ele parece-se muito com o senhor, DR. Vargas. Pois além de ser trapaceiro e corrupto, também tem problemas com a bebida. Ele trai a esposa com três mulheres, uma delas, aliás, é a sua esposa. Sim senhor, eu conheço o Dr. Carvalho, muitíssimo bem…”. O advogado de defesa, quase caiu para trás. Então, o juiz chamou os dois advogados até à sua mesa e diz-lhes em voz baixa: “Se algum de vocês perguntar a esta velha se ela me conhece, eu mando prender os dois! Estamos entendidos?”.
Cuidado com a memória da Dona Antónia
